sábado, 25 de dezembro de 2010

Último de 2010.

Se cada década tivesse um ano de "inferno astral", esse sem dúvidas seria o meu ano mais infernal. 2010 foi um ano muito mais a ser esquecido do que ser lembrado. As decepções, as mentiras, as traições, os desgostos, as falsidades, tudo que ninguém quer foi maior do que nos anos anteriores, fazendo com que os momentos bons nem sejam lembrados, o que geralmente deveria ser o contrário. Minha receptividade esteve aflorada, com isso não pude aproveitar sinceramente momentos e situações que tinham tudo para ser perfeitos. As situações por vezes eram, mas a quantidade de energia negativa que eu recebia a todo o tempo somado com a minha cabeça que pensa demais no que não deveria, não me deixou aproveitar. Que pena!

Estive mais aberta e fechada ao mesmo tempo. Aberta no que jamais poderia e fechada ao que não deveria. Erro! Burrice! Me custou demais. Me importei, chorei, ri, conversei, briguei, senti, me decepcionei, tudo sozinha. Mas pra tudo tem um culpado e dessa vez não passou de ninguém além de mim. A culpa é minha por me importar demais com coisas quando ninguém mais o faz. Pensei quando não queria, lembrei quando não deveria, recordei datas, momentos, situações, imaginei, vivi, acordei, perdi, ganhei... talvez tudo dentro da normalidade, mas a única palavra que vem na minha cabeça quando penso em 2010 é decepção.

Tive muito mais decepções este ano do que qualquer outro antônimo possível. Me decepcionei com muitas pessoas que eu não esperava jamais, me decepcionei até comigo mesma, o que é sempre pior. Mas volta a culpa: ninguém mandou eu me importar, eu esperar que lembrassem, que se importassem, que mantivessem suas palavras, que continuasse como sempre deveria ter sido. Mas não pára...

2011 não vai mudar as pessoas, não vai mudar o que passou ou me mudar. Mas vai ser um prazo fatal para mim mesma. Esse ano foi assim em função de como eu pensei e agi, se eu não quiser que tudo se repita, minha cabeça tem que voltar a ser como era. Não é almejar demais, afinal 2010 foi exceção e não regra. Agora chega, é por a cabeça no lugar e não esperar mais de ninguém que eu não conheça completamente, talvez nem muito de mim. Lembrarei com carinho dos meus pensamentos de amor, amizade, paixão e compreensão.

Tchau 2010. Não sentirei tua falta.

OS BONS MOMENTOS GUARDAREI EM UMA CAIXINHA, OS MAUS MOMENTOS QUEIMAREI EM UM CONTAINER.

sábado, 27 de novembro de 2010

NÃO SEI QUANTAS ALMAS TENHO

Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não atem calma.

Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,

Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.

Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo: “Fui eu?”
Deus sabe, porque o escreveu

(Fernando Pessoa)

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

RIO EM GUERRA


É muito triste para todos os brasileiros uma guerra em uma cidade tão maravilhosa como o Rio de Janeiro. Esse triste evento não é conseqüência de fatos/atos recentes, é conseqüência de péssimas escolhas e certas parcerias ao longo dos anos.

Uma semente é plantada, a árvore crescerá, se ninguém podá-la continuará a crescer conforme o tempo até um dia que qualquer vento, qualquer acaso, fará ela começar a cair e destruir o que tem embaixo e/ou por perto. É o que está acontecendo.

"Começando pelo começo", via de regra, todos nascem iguais, porém infelizmente nem todos tem as mesmas oportunidades na vida. Por aí começamos a montar seres humanos distintos, com ideias pensamentos de vida, princípios e morais diferentes. O marginal não nasceu assim (contrariando Lombroso), ele se tornou o que é conforme suas necessidades, oportunidades e realidades.

Depois que eles estão "formados", o Rio, o governo, o Estado, os responsáveis em geral não tiveram disposição o suficiente para tentar controlar a situação, eles não podaram quando estava crescendo a árvore, e assim ao longo dos anos o problema estava começando a se formar perfeitamente. É muito mais fácil ver o que acontece do que prever futuros estragos e tentar evitá-los, claro, é mais barato e traz menos transtornos (a curto prazo).

Ao ver que a situação era complicada, a solução mais razoável (novamente) era a "negociação". Nunca soube que o Diabo fez acordos com Deus, não no meu mundo. Em eventos mundiais relevantes na cidade é possível ver isso, tem menos assaltos, menos homicídios a extrangeiros, turistas, comparado ao que realmente deveria ter, em prol da cidade. Por que? Porque os bandidos resolveram poupar o pessoal de fora ou porque eles receberam uma boa proposta para isso? A resposta me parece ridícula.

Conforme se vai alimentando a situação, com certeza chega a hora que ela fica incontrolável. Tem que se fazer algo, o fácil já não é o suficiente e as opções não são mais vantajosas. "Teremos que dar a cara a tapa". Em função da objetividade de antes e da falta de preparação quem acaba sofrendo são os que jamais negociaram com nada, que não sabiam o que acontecia por trás dos bastidores, o povo, o inocente, a criança, o pai, a mãe, o trabalhador, aquele que não tem um carro blindado e nem a proteção de ninguém, inclusive a proteção de muitos moradores de favela não é o Estado, mas sim o traficante, o bandido. Quem protege os militares que não entraram em acordo algum? E a família deles? Ninguém protege mais ninguém. Cada um por si... em favor do todo (agora? irônico, não?).

E agora? Não sei qual o desfecho. Pessoas mortas, trinta veículos queimados em um dia, setenta e dois em quatro dias. Pessoas em pânico, crianças apavoradas, medo nas ruas. E a culpa? É de quem?


'Não é lamentável que só possamos obter a paz preparando-nos para a guerra?' John Kennedy

COVARDIA

Ter medo e não agir como se deveria pode ser a pior coisa que tem. É vergonhoso, não se tem orgulho, não se tem nada. Covardia é uma omissão desprezível e ao mesmo tempo protetora, depende a quem atinge... ou deixa de atingir.

A minha covardia é relativa a mim mesmo, deve ser a pior das espécies. Eu fujo dos meus pensamentos, da minha personalidade, das minhas vontades, dos meus desejos... fujo de mim! Não atinge à mais ninguém, muito pelo contrário. Quando eu lido com os outros não tenho medo, não tenho fraquezas, tomaria um tiro por qualquer pessoa, enfrentaria um ladrão, qualquer um. Talvez não ajudasse o necessário, mas jamais fugiria de uma luta, que não fosse contra mim mesma.

Isso não foi, não é e nunca será um motivo de orgulho. É realmente vergonhoso e desprezível. Mas as incertezas que a vida oferece são tantas, os caminhos são tão distintos, as pessoas são desconhecidas, os fatos são novo, é sempre como caminhar num labirinto no escuro e não saber onde se pode dar. Só poderá saber quando já estiver lá. E se não for o que eu queria? E se peguei a estrada errada?

Me conformo de certa forma de não atingir terceiros e a covardia ser algo pessoal. Não suportaria saber que a minha fraqueza maior é incontrolável e interfere na vida alheia. Acho que ninguém poderia ficar tranqüilo sabendo algo assim, ao menos não é do meu caráter. Posso envergonhar-me de mim mesmo, mas ninguém mais pode ter esse sentimento em relação a mim pelo mesmo motivo.

"Covarde é aquele que não abre novos caminhos na vida, nem emprega as suas forças para enfrentar os obstáculos."

(pensado dia 25/11/2011)

terça-feira, 23 de novembro de 2010

CICLOS

É impressionante como a vida pode jogar com as pessoas. Quando realmente as janelas se fecham, surge uma chave pra poder abrir a nova porta... achamos que tudo já foi feito, não há esperanças para algo melhor e diferente e pode-se prever tudo que viria, aí vem a surpresa! Ninguém pode prever tudo e o imprevisível pode surgir a qualquer momento, de qualquer modo, de qualquer pessoa.

Costumo sempre pensar que é perigoso desejar - cuidar com o que deseja - que talvez isso possa tornar-se possível, e cada vez mais comprovo essa teoria. Mesmo com a incerteza da mudança já muda as perspectivas e todo as outras impressões interiores.

O ciclo vem o latim kúklus, uma forma redonda, e assim são as etapas da nossa vida divididas em ciclos, e como toda roda, ela tem uma limitação, ela acaba e começa - não se sabe onde - mas ela tem um fim, não é infinita. E quando já percorremos todos os caminhos já não se tem mais pra onde ir, e então surge uma "nova roda" para seguirmos por ela. Fantástico!

E pra onde foi o medo? O medo de saltar de uma para outra? Por vezes ele simplesmente desaparece, a repetição traz o cansaço e essa falta de estimulo estimula (irônico não?!) para uma nova situação fazendo com que o medo evapore. Mesmo o medo sendo um sentimento de proteção quanto ao novo, o novo é capaz de superá-lo e trazer novos sentimentos mais positivos.
Como pode uma simples expectativa causar tantos efeitos? E a realização causaria mais?

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

ESCREVER

Momento opinião...

Escrever é uma arte, um passatempo, uma forma de estudo ou uma terapia. Autores colocam no papel seus pensamentos, seus personagens fictícios, personagens esses que muitas vezes existem dentro de cada um deles, alguém que gostaria de ser, alguém que já foi um dia, algum tipo de personalidade oculta talvez.

A escrita não faz nada além do que bem, pra quem escreve principalmente. Mas pode ser uma poderosa arma usada para o mal, um texto bem escrito pode ser uma forma de manipulação, pode levar milhões de pessoas a acreditarem em algo que não existe, só pelo dom do escritor.

O papel é o terapeuta, o psicólogo que não te julga, que não opina, que não te cobra; só te olha, só espera a próxima palavra, a próxima frase. No papel que são escritas aquelas frases que ninguém pode ler, aquela raiva que ninguém pode saber, aquele amor que ninguém pode imaginar. É uma terapia que qualquer um pode praticar, desenvolver, o jogo que pode ser usado com as palavras é lindo.

Eu diria que, se bem usado, o papel pode ser o melhor amigo de uma pessoa. Escrever é uma forma de liberdade.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

NO TITLE

Os lábios que me chamam,
que me visam,
que me molham

O áspero que, com o atrito,
torna-se liso, limpo, perfeito.

Mas tua foto já não me encara mais.
Já posso por meu casaco.

Dormir abraçada no travesseiro
apenas sentindo seu cheio
que insiste em ficar.

Teu perfume exala, sempre que tento esquecer,
Da maldita vez que me perdi de você.

Para você só sobraram meus pesadelos,
Meu sonhos já superaram.
Agora é a hora... já posso por meu casaco.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Momentos.

Se é inevitável ou se não quero evitar do jeito que se deve ser... o que fazer? Aproveitar cada sentimento diferente que pode surgir a cada hora, a cada turno, a cada dia. Se eu não me importo tanto assim é porque não é importante. Sentimentos ruins podem ser bons eventualmente e os bons então são considerados bônus. O bom de agora pode ser o péssimo de amanhã de manhã, but who cares? I don't care! É... triste é quem não sente. Explosões de sentimentos opostos não me parecem tão ruins assim...

"So raise your glass if you are wrong..."

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

A CAIXA.

Preciso destravar, preciso falar, preciso escrever, preciso mandar um e-mail, preciso mandar mensagens, scraps, seja o que for. Eu preciso tirar coisas de mim e exteriorizar. Preciso abrir a caixa, limpar ela, inserir novas coisas. Mas eu não consigo, continuam aquelas mesmas lembranças, objetos, figuras, cheiros, gostos na caixa e me livrar do conteúdo é impossível. Perfeito seria pedir a alguém para colocar fogo. Simples! Porém, infelizmente, é impossível queimar algo que não tem matéria.

Desde a abertura do blog eu postei pelo menos uma vez por mês. Para a minha surpresa, hoje reentrando aqui, eu só não postei no meu mês setembro. Admito que fiquei chateada, queria que tivesse algum registro desse mês que apesar do inferno astral sempre presente nele, é o meu preferido (talvez não apesar de, mas sim em função de...).

Curiosamente foi um mês que eu escrevi bastante, pensamentos mais minhas, no meu super-blog-de-papel, meu querido caderno.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

MEU MUNDO

É apenas um sentimento refletido da comparação entre o mundo real e o mundo hipotético, criado e perfeito. Apenas mais um efeito de uma decepção ao descobrir que o que achávamos que existia na verdade é uma grande farsa e o real é um outro, que não criamos, que não escolhemos, mas que nos é imposto e nada podemos fazer.

Inacreditável quantas vezes somos capazes de criarmos essa perfeição ilusória, em diferentes épocas, em diferentes situações, porém uma ilusão sempre semelhante a anterior. Como é possível uma recriação após o choque? Não há amnésia, há apenas mais oportunidade de ignorar os fatos e entrar novamente em um mundo a qual jamais pertenceríamos, já que não existe.

Eu jamais vivi na fantasia do real, eu vivo na realidade da invenção. É lá aonde eu me identifico, um lugar acima dos outros, é lá que eu moro, minha vida está lá e é lá que eu sou quem eu realmente sou. No meu mundo da realidade que eu deixo de lado a minha balaclava e posso deixar a mostra mais do que os olhos, que no mundo da fantasia real só servem para observar.

A felicidade desse lugar de origem não é prolongada, pois sempre somos obrigados a descer e a queda costuma ser dolorosa e traz efeitos prolongados. As quedas estão cada vez mais marcantes e as cicatrizes demoram a desaparecer, não sei se é por o mundo da fantasia real estar cada vez mais abaixo ou se a realidade da invenção está acima, não importa.

Não concluirei com o raciocínio lógico, seguindo as premissas do pensamento escrito, afirmando que se este mundo perfeito e real, real para mim, não existe, e se é lá que vivo e sou quem eu sou, logo eu não existo ou sou ninguém, na realidade. Lógicas não fazem sentido sempre, conclusões baseadas em premissas não devem ser absolutas.

Tampouco tenho certeza se as decepções, as quedas e as marcas são reais. Não quero ter certeza de nada. É apenas mais um sentimento causado pela comparação de dois pólos que, indubitavelmente, não têm comparações.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

INTER

Um time, um nome, uma instituição, onze contratados jogando por um amor de milhões pelo mundo. Um amor sincero e que perdura há mais de duas décadas pra mim. Por vezes é estranho pensar em como um nome pode me fazer sentir tantos sentimentos diferentes em noventa minutos. Ansiedade, nervosismo, felicidade, angústia, gritos, risos, tranqüilidade e até lágrimas!

Eu me importo com isso. É uma das minhas prioridades na vida, não me importo com críticas, não me envergonho, eu gosto... eu simplesmente sinto. Jamais concordarei com o argumento de que é "coisa de homem"... por que? Eles como jogadores jogam, eu como uma apaixonada, torço.

Meu time é o melhor brasileiro da América. Meu time está entre os melhores do mundo. Ganhando ou não... não importa. Me orgulho pela garra, pelo suor, por cada cartão, por cada falha, por cada conquista, por cada momento. Os parabéns já são justos.

Um amor assim é pra sempre e por isso é forte. Sei que não tem fim, sei que não há reformulação, não há outro, não há troca.. é uma segurança enorme, com altos e baixos, como tudo na vida, mas é de fato uma das poucas coisas que serão eternas.

Eu tenho a sorte de ter algo assim, de me importar com uma coisa que, apesar de ser compartilhada com milhões de pessoas, é minha, é pessoal, é meu sentimento, meu humor, meu orgulho, cada pessoa sabe o que gosta, o que se importa. Obrigada pai por ter me deixado essa herança tão sentimental. Não preciso que ninguém entenda, só quero que respeitem!

Há pessoas que não entendem a paixão por essa instituição que tanto me encanta, que me brilha os olhos, que já me fez sofrer, já me fez rir e chorar, mas que eu nunca abandonei. Não acreditam em um amor verdadeiro e sincero por uma coisa não física. Posso mudar de rosto, posso mudar de personalidade, posso mudar de lugar ou de vida. Mas o meu sentimento não muda, me sinto privilegiada.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

PAZ

O que eu peço há tanto tempo, me vem em parcelas. Um quarto do mês, talvez, quando há sorte. Esse sentimento não se confunde com felicidade, não, é algo maior, é algo interno e algo que ninguém mais pode sentir.

Esse ninguém me tira.
Aproveitarei o meu momento!

"Life is just a little part of what the world will do
To get it's point across it beats you ‘til you're black & blue
And decides just when you're in or when you're out
‘Cause when you're through you're through"

sexta-feira, 2 de julho de 2010

BRASIL FORA, BRASILEIROS DE VOLTA!


"Acabou o sonho do HEXA" - essa é a frase mais comentada sobre a desclassificação do Brasil na copa (com exceção das frases ofensivas, é claro). Mas "sonho"? sonho de quem? Na COPA pessoas que nunca assistiram futebol compram camisetas, bandeiras, tocam as ensurdecedoras vuvuzelas na janela, gritam a cada lance, se interessam por escalações, regras, técnicos..

O Brasil está fora da copa, fato que ninguém esperava nesse momento. Qualquer um, apesar da relutância, jamais acreditaria na desclassificação da seleção. Os torcedores sonhavam com uma final Brasil X Argentina, com uma vitória dramática dos canarinhos.

Mas por qual motivo os torcedores sonhavam com isso?
Será só pelo patriotismo de ver sua seleção ganhar?

Não... o brasileiro está cansado de tudo que dá errado no país, de todas as decepções, conflitos, incomodações, estão se agarrando a qualquer ponto de esperança de um pouco de felicidade, de comemoração. Qual outro motivo nosso país nos fornece para comemorar?

Um evento que faça o povo se unir pela mesma causa - desconhecidos e rivais estão juntos, abraçados, torcendo, chorando, procurando, pesquisando... - o povo brasileiro implora por pequenos momentos de distração, por momentos como esse. Não é o futebol, não é o jogo, é o momento, a união, a esperança de pelo menos algo dar certo no país, ter algo pra finalmente comemorar.

O nervosismo era por suas próprias vidas.
A esperança se transmitia pela comemoração.
E por fim a decepção de voltar para a realidade, acabaram os feriados forçados, voltamos para as rivalidades, para as frustações, para os problemas. Acabou a fantasia, acabou a magia, a vida de nenhum torcedor mudou... acabou o sonho!

terça-feira, 22 de junho de 2010

IMPRENSA HIPÓCRITA E RIDÍCULA!

O assunto do momento na nossa ilustríssima mídia não são os resultados da seleção, nem esquema tático ou peças de reposição no elenco. Não! São as grosserias "injustas e injustificáveis" do nosso técnico Dunga.

A imprensa espera abraços e sorrisos do técnico da seleção, apenas pelo fato de ser o técnico, por representar nosso país. Pois, segundo eles, a seleção tem que se unir agora, os brasileiros devem estar em clima de copa, todos em sintonia!

Quem começou a guerra interna futebol-mídia? Ora, ninguém é burro nem tem amnésia aqui. A mídia critica o Dunga desde o primeiro mês como técnico. Realizavam pesquisas na rua pra instigar o ódio dos brasileiros contra a comissão técnica. Depois, campanhas de FORA, DUNGA BURRO rolaram na mídia em função de interesses próprios do centro do país, qual? Convocar os jogadores do centro. GANSO E NEYMAR. A imprensa brasileira não mediu esforços pra colocar todos contra a seleção, a comissão técnica, o Dunga e todos que o rodeavam.

Entretanto, agora surgem jornalistas hipócritas, como André Rizek, como péssimo comentarista ainda foi um péssimo "bloguista", ao postar sua crítica considerando apenas um lado. Outros mais coerentes, como Paulo Cesar Vasconcellos (NEM TANTO! Mas darei um desconto) e Lédio Carmona critiracam, moderadamente, não tirando os méritos de Dunga, toda sua história como jogador e até a que está construindo como técnico, mas criticou sua atitude perante os jornalistas. Aquela forma peculiar de criticar, elogiando, para diminuir a carga.

Aceitável. Eles têm o direito de criticar, liberdade de expressão. Mas não esqueçam das suas funções, de sua profissão, de suas criticas, de suas injustiças, de tudo que a imprensa fez e continua fazendo até hoje. Ninguém é bobo! Eu quero muito que o Brasil ganhe esta copa, AO CONTRÁRIO DE TODA A IMPRENSA, só para ver o tapa de luvas em cada jornalista com suas pré-conclusões estúpidas. Grandes seleções, nesta copa, apresentaram muito menos que o Brasil até aqui. Mas claro, o nosso técnico é o pior, o mais estúpido, o mais burro. E sim, rede globo, eu já notei o boicote que estás fazendo ao Dunga.

domingo, 20 de junho de 2010

BLÁ, BLÁ, BLÁ...

Momentos de nostalgia, saudade, lembranças...
Têm coisas que o tempo não apaga.
Há outras que ressurgirão, do nada, do tudo,
Tudo, tudo que é nada.
Quando pisa de volta... volta e entende, sabe,
voltou, que bom, o tempo não passou, parou...
Ótimo. ótimo. Bom saber que voltei. Pra onde?
não sei, pra cá ou lá, pro meu lugar, ou não,
quem sabe um dia, talvez. Saibas, alguém?
Não sabe, e tem o porque. Se não conhece,
realmente não sabe, não vê.
Quem não se importa... você, eles, todos!
Não sei, pouco interessa, só sei que...
nunca! Como sempre, a recíproca não é verdadeira.

domingo, 6 de junho de 2010

segunda-feira, 31 de maio de 2010

10 COISAS BOAS.

Atenção;
preocupação;
interesse;
carinho;
edredon;
companheirismo;
filminho;
beijo espontâneo;
abraço sincero;
risadas;

Tem coisas que não fazem falta certa pessoa, mas só certos sentimentos, no fim das contas a pessoa é irrelevante. As pessoas se tornam especiais pelas atitudes, por isso algumas pessoas são tão importantes pra algumas e nada importantes pra outras.
Dez sentimentos assim, de forma sincera e sem interesses, me interessam.
É uma pena que tenha coisas boas que estão em extinção. For while!

terça-feira, 18 de maio de 2010

REFLEXÃO NADA BREVE...


Difícil né?
Percebem coisas mínimas, insignificantes, idiotas.. mas o que deveriam não.
Deveriam... não sei se é a palavra certa, quem sabe um "poderiam". Enfim.

Não sei se sei o real significado das coisas, acho que passei a vida inteira enganada sobre tudo e isso realmente justifica muitas coisas que acontecem. Estupidez, consideração, lembranças, amizade, companhia, sinceridade. Acho que tenho conceitos únicos sobre essas coisas!

E daí? Se eu superestimo palavras o problema é meu. Eu sei disso. SEI. Sempre soube, será um defeito ou uma qualidade? Depende pra quem, obviamente. Pra mim? Defeito. Outros? DEPENDE de novo, para alguns, qualidade.

Ninguém percebe, quem precisaria não o faz, quem não deveria surpreende, quem repara finge. Isso me parece absurdo. Qual problema? Lembra? LEMBRA? Uma semana, um mês, treze dias que seja, lembra? Não.. hoje não precisa! Talvez amanhã, ou depois, se te fores conveniente. Não estarei nesse dia. Desculpe.

O que é isso, então? É mesmo a suscetibilidade dando seu ar da graça? Outra qualidade/defeito. Não, não, não e não! Essa característica não há possibilidade alguma de ser uma qualidade. Nem pra mim, nem pra ti, nem pro Lula ou pro Papa.

Será maldição? O que é maldição?
Maldição é a ação efetiva de um poder sobrenatural, caracterizada pela adversidade que traz, sendo geralmente usada para expressar o azar ou algo ruim na vida de uma pessoa. Antigamente era algo semelhante a um "Feitiço" ou Encantamento", mas que só causa o mal à pessoa.
Não, não é uma maldição. Não creio em poderes sobrenaturais!

Sina, azar, urucubaca, qualquer coisa, não importa. Os fatos não mudam mesmo que descubramos o que queremos, mesmo nos conceitos das palavras. De nada adianta.

Solução é continuar tendo conceitos peculiares ou juntar-se a eles? O jeito mais fácil de tocar eu não descobri ainda, mas será meu próximo objetivo em breve.

domingo, 16 de maio de 2010

segunda-feira, 10 de maio de 2010

FIM DE SEMANA.

Fim de semana tipicamente de descanso. Uma sexta com um programa light entre pessoas queridas, com conversas, realidades, desabafos, cervejas, cigarros, caipiras, risadas, conselhos, petiscos e frio. Pessoas antigas que jamais deixarão de ser atuais.
Daquelas noites que, por mais que acabem cedo, valem mais do que muitas que acabam tarde (ou cedo da manhã)

Sábado dia de fazer compras no centro de porto alegre, véspera de dia das mães, ou seja, um desafio. Lojas lotadas, filhos desesperados pelo presente perfeito (ou não), maridos procurando algo que agrade. O humor permanece, num local, dia e data desses, porque por mais que tu não tenha como andar, nem estacionar, tu não te importa de ficar horas na fila. As pessoas estão ali por uma causa ótima: presentear à quem lhes pôs no mundo.
(Claro, isso sem entrar na questão de que, o melhor presente seria um abraço, um beijo e um eu te amo, mas isso é papo pra outro dia, outra hora e outra razão.)
O sábado ainda conta com reunião familiar, o que por mais que todos reclamamos, sempre é bom. Divertido.

Domingo: dia das mães. Dia gostoso. Creio que seja quando eu era pequena e esperava pela manhã do dia das crianças. Claro, mantendo suas devidas proporções, idades, épocas, experiências e tudo mais. É um dia que tu sabe que as mães sabem que é delas, por mais que não liguem muito pra coisa, sabem que é um dia de homenagem, por menor que seja. Eu gosto disso.

Meu time perder na tarde? Mero detalhe. Quem se importa. Eles que tão ganhando pra isso e não eu. O jogo não vale quase nada (ainda); Eu não serei demitida se não jogar futebol bem, eles sim.

A felicidade é como a gota
de orvalho numa pétala de flor
Brilha tranqüila
Depois de leve oscila

quarta-feira, 5 de maio de 2010

...

Muitas vezes temos que dar tempo ao tempo. Outras vezes, temos que arregaçar as mangas, e resolver - nós mesmos - determinada situação. Neste caso, não existe pior coisa do que adiar.
(Paulo Coelho)

quarta-feira, 7 de abril de 2010

QUERIDO DIÁRIO...


Tinha vontade de escrever muito hoje. Sobre emoções, tpm's, merecimentos, astrologia, signos, astros, amigos, amores, bananas, formigas e a cor da minha roupa.
Queria tanto escrever, que não vou escrever sobre nada específico. Minha cabeça hoje tá borbulhando de idéias, e esses são definitivamente os piores dias pra eu escrever.

{ignorando a própria ordem da frase anterior}
Dos tópicos antes descritos, o que mais passou na minha cabeça hoje foi MERECIMENTO. Me veio toda uma filosofia na cabeça hoje sobre isso. Tá aqui ainda, mas eu fiquei tão puta com as minhas conclusões, que eu não vou falar sobre elas.

Aliás, eu odeio minhas conclusões. E é incrível como eu tô sempre certa (modéstia a parte, claro). Conclusão sem entrar nas premissas: Não existe merecimento, quem não merece recebe coisas boas, e quem mereceria não vai ter recompensa nenhuma por isso. Se ganhar algo que mereça, não foi porque merecia, simplesmente teve sorte. Parabéns, você é um sortudo!

Adoro usar isso aqui de desabafo. Escrever talvez seja terapêutico.
/meropalpite.

segunda-feira, 22 de março de 2010

MOMENTOS & FELICIDADES.


O momento na vida é tudo, e a felicidade faz parte disso. Felicidade é questão de momento, de época, talvez um pouco de exagero dizer que ela é até passageira, talvez não. Mas por mais que ela se vá por um período, ela sempre volta.

Estar feliz é estar tranqüilo, é se divertir, é ficar brabo e logo passar;

É acordar assobiando depois de uma noite mal dormida, é dormir em paz após um dia cansativo;

É rir de uma piada sem graça ou rir de uma desgraça própria;

É fazer nada o dia inteiro e não ficar entediado, é ter um dia corrido com tarefas difíceis e não se importar com nada;

A felicidade não precisa ter um motivo específico. Ela deve estar dentro de cada um, por motivos desconhecidos, estranhos, bobos ou até inexistente. Pois se for um motivo único, quando ele se for a tristeza dominará e ninguém pode ter seu ânimo vinculado diretamente por uma causa única. Isso seria triste. E tristeza não é sinônimo de felicidade.

Ser feliz é entender tudo isso e saber que, por mais que venha um período negro que possa parecer eterno, ele vai passar e tudo sempre vai melhorar!

quarta-feira, 17 de março de 2010

CURIOSIDADES PARA PENSAR...


Como seria o planeta Terra se houvesse apenas 100 habitantes?

Seguindo a proporção e a distribuição mundial dos habitantes, veja como seria se a população da Terra fosse reduzida à dimensão de uma pequena cidade de 100 pessoas:

* 57 Asiáticos
* 21 Europeus
* 14 Americanos (norte e sul)
* 08 Africanos

* 52 mulheres
* 48 homens

* 70 pessoas de cor
* 30 caucasianos

* 89 heterossexuais
* 11 homossexuais

* 06 pessoas seriam donas de 59% de toda a riqueza e todos eles seriam dos Estados Unidos
* 80 pessoas viveriam em más condições
* 70 não teriam recebido qualquer instrução escolar
* 50 passariam fome
* 01 morreria
* 02 nasceriam
* 01 teria um computador
* 01 (apenas um) teria instrução escolar superior

segunda-feira, 8 de março de 2010

TÁ EXPLICADO haha

sábado, 27 de fevereiro de 2010

A SEMANA.


SIMPLESMENTE SENSACIONAL!




Para um preso... menos 7 dias.
Para um doente... mais 7 dias.
Para os felizes... 7 motivos.
Para os tristes... 7 remédios.
Para os ricos... 7 jantares.
Para os pobres... 7 fomes.
Para a esperança... 7 novas manhãs.
Para a insônia... 7 longas noites.
Para os sozinhos... 7 chances.
Para os ausentes... 7 culpas.
Para o cachorro... 49 dias
Para uma mosca... 7 gerações.
Para os empresários... 25% do mês.
Para os economistas... 0.019 do ano.
Para o pessimista... 7 riscos.
Para o otimista... 7 oportunidades.
Para a terra... 7 voltas.
Para o pescador... 7 partidas.
Para cumprir o prazo... pouco.
Para criar o mundo... o suficiente.
Para uma gripe... a cura.
Para uma rosa... a morte.
Para a história... nada.
Para a época... tudo.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

MOMENTO LISTA.


Pelo menos 10 itens da lista todos já fizeram...

1 – Ficar rabiscando alguma coisa enquanto fala no telefone.
(sempre!)
2 – Pausar a música por 1 minuto e 1 hora depois perceber que ela ainda tá pausada.
(sempre²)
3 – Todo fim de ano, dizer que o ano passou rápido
(e quanto melhor o ano, mais rápido passa)
4 – Receber a prova, dar uma lida rápida por cima de todas as questões e pensar: FODEU!
(e nunca to errada)
5 – Responder: “Não” quando alguém te pergunta “Tudo Bem? só pra ter assunto pra conversa.
6 – Sempre quando está jogando vídeo game em uma parte muito importante sentir coçar o braço/nariz
(odeio quando acontece)
7 – Falar para a mãe do meu amigo, que estava sem fome, mas estava com muita fome.
(quando criança eu era envergonhada xD)
8 – Ficar empolgado na hora de comprar o material pra começar o ano, e na primeira semana não aguentar mais aula.
(adoro comprar material, não quer dizer que adoro as aulas)
9 – Ficar até o final do filme no cinema para ver se tem cena extra.
(sim, ou sai antes e realmente tinha cena extra ¬¬)
10 – Ter sempre a última folha do caderno rabiscada.
(as 10 ultimas)
11 – Fazer um barulho com o pé/cadeira, parecer que foi um peido e continuar fazendo pra perceberem que não é o que estavam pensando.
12 – Tentar abrir a porta do carro no exato momento que ela está sendo destravada, não consegue tenta de novo e acontece a mesma coisa.
(isso acontece 3x por semana)
13 – Estar no meio de um sonho e saber que aquilo não é real , que é só um sonho.
14 – Fazer moicano, no banho, com o cabelo cheio de espuma.
15 – Lamber os dedos sujos de Doritos.
(melhor hora do doritos)
16 – Abaixar o som do PC achando que alguém estava te chamando, e não era ninguém.
(sim, mas quando alguem chama mesmo eu nunca escuto)
17 – Entrar na farmácia só pra me pesar.
18 – Chamar o Faustão de gordo-chato, quando ele interrompe alguém
(que gordo chato! pqp!)
19 – Clicar com o botão direito no emoticon do MSN só pra ver o significado que a outra pessoa colocou.
(hahahaha, normaaal)
20 – Ficar irritado quando a banda que você gosta vira modinha.
21 – Acordar 10 minutos antes do horário marcado no despertador e dormir de novo até ele tocar.
(exato!)
22 – Ficar comendo milho que sobra da pipoca.
(gosto mais do milho do que da pipoca)
23 – Colocar de volta a pontinha do lápis quando ele quebra e não tem apontador por perto.
(sempre funciona)
24 – Trocar o toque do celular e ligar pra ele do fixo pra ver como ficou.
(adoro!)
25 – Procurar alguma coisa loucamente e só achar depois que já desistiu de procurar.
(e tá sempre no lugar mais óbvio)
26 – Salvar arquivos com o nome asdasfasfdasd por preguiça.
(ou "111111111111")
27 – Não olhar diretamente pra professora quando ela está perguntando algo pra turma ou chamando na frente, com medo de escolher voce.
(e funciona!)
28 – Sair do banho, notar que esqueceu a toalha e ficar gritando: ‘mããããe..!’
(qualquer hora ela é chamada, coitada)
29 – Falar pro professor:”Tá, já entendi” mesmo que não tenha entendido. Só pra ele parar insistir em tentar te explicar.
(geralmente não entendi porra nenhuma)
30 – Apagar tudo que estava escrevendo, quando vê que a outra pessoa está digitando alguma coisa no MSN.
(eu recorto, é mais fácil)
31 – Ficar desconfortável quando está assistindo TV ou um filme com os pais e começa uma cena de sexo
32 – Assistir a ‘Polishop TV’ quando não tem nada passando de mais interessante.
(é ótimo!)
33 – Fechar a porta da geladeira devagar e ficar olhando para ver quando a luz apaga.
(já fiz muito, mas não faço mais)
34 – Entrar no banheiro com a luz apagada, e quando sair, acender.
(do banheiro, cozinha, quarto...)
35 – Enviar o Relatório de Erros do Windows na primeira vez que viu isso, depois se dar conta que não adianta nada.
36 – Dar uma de DJ aumentando e diminuindo o volume do rádio.
(o som nunca tá na altura ideal mesmo)

Fiz 28... acho que sou comum.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

DESVENDANDO THEMIS...

FRASE DO DIA (noite):


Não acrescente dias a sua vida, mas sim vida aos seus dias.