Se cada década tivesse um ano de "inferno astral", esse sem dúvidas seria o meu ano mais infernal. 2010 foi um ano muito mais a ser esquecido do que ser lembrado. As decepções, as mentiras, as traições, os desgostos, as falsidades, tudo que ninguém quer foi maior do que nos anos anteriores, fazendo com que os momentos bons nem sejam lembrados, o que geralmente deveria ser o contrário. Minha receptividade esteve aflorada, com isso não pude aproveitar sinceramente momentos e situações que tinham tudo para ser perfeitos. As situações por vezes eram, mas a quantidade de energia negativa que eu recebia a todo o tempo somado com a minha cabeça que pensa demais no que não deveria, não me deixou aproveitar. Que pena!
Estive mais aberta e fechada ao mesmo tempo. Aberta no que jamais poderia e fechada ao que não deveria. Erro! Burrice! Me custou demais. Me importei, chorei, ri, conversei, briguei, senti, me decepcionei, tudo sozinha. Mas pra tudo tem um culpado e dessa vez não passou de ninguém além de mim. A culpa é minha por me importar demais com coisas quando ninguém mais o faz. Pensei quando não queria, lembrei quando não deveria, recordei datas, momentos, situações, imaginei, vivi, acordei, perdi, ganhei... talvez tudo dentro da normalidade, mas a única palavra que vem na minha cabeça quando penso em 2010 é decepção.
Tive muito mais decepções este ano do que qualquer outro antônimo possível. Me decepcionei com muitas pessoas que eu não esperava jamais, me decepcionei até comigo mesma, o que é sempre pior. Mas volta a culpa: ninguém mandou eu me importar, eu esperar que lembrassem, que se importassem, que mantivessem suas palavras, que continuasse como sempre deveria ter sido. Mas não pára...
2011 não vai mudar as pessoas, não vai mudar o que passou ou me mudar. Mas vai ser um prazo fatal para mim mesma. Esse ano foi assim em função de como eu pensei e agi, se eu não quiser que tudo se repita, minha cabeça tem que voltar a ser como era. Não é almejar demais, afinal 2010 foi exceção e não regra. Agora chega, é por a cabeça no lugar e não esperar mais de ninguém que eu não conheça completamente, talvez nem muito de mim. Lembrarei com carinho dos meus pensamentos de amor, amizade, paixão e compreensão.
Tchau 2010. Não sentirei tua falta.
OS BONS MOMENTOS GUARDAREI EM UMA CAIXINHA, OS MAUS MOMENTOS QUEIMAREI EM UM CONTAINER.