"Qual é o espaço mais sóbrio do grande manicômio social? Serão os fóruns? Ou as redações dos jornais? Ou a tribuna dos políticos?
São os velórios. São eles os espaços mais lúdicos da sociedade. Neles nos desarmamos, nos despimos das vaidades, retiramos a maquiagem. Nesse espaço Somos o que somos. Se assim não for, seremos mais doentes do que imaginávamos. Para uma minoria, composta dos íntimos, velório é uma fonte de desespero. Para uma maioria, composta dos mais distantes, uma reflexão. Para ambos, a verdade é crua: tombamos no silêncio de um túmulo não como doutores, intelectuais, líderes políticos, celebridades, mas como frágeis mortais."
São os velórios. São eles os espaços mais lúdicos da sociedade. Neles nos desarmamos, nos despimos das vaidades, retiramos a maquiagem. Nesse espaço Somos o que somos. Se assim não for, seremos mais doentes do que imaginávamos. Para uma minoria, composta dos íntimos, velório é uma fonte de desespero. Para uma maioria, composta dos mais distantes, uma reflexão. Para ambos, a verdade é crua: tombamos no silêncio de um túmulo não como doutores, intelectuais, líderes políticos, celebridades, mas como frágeis mortais."
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