domingo, 6 de janeiro de 2013

2013... apenas.

Mais um ano novo  - que nunca de novo tem - As promessas e os arrependimentos continuam os mesmos. Creio que apenas prometemos arrependimentos de menos. A vida não muda de nada, o que mudamos somos nós. Mas não pela passagem natural das horas, minutos ou segundos. Mudamos porque queremos muito mudar. Um ano novo parece com um novo período. Lidamos com um tipo de prazo que nos obriga a querer mudar certos comportamentos no dia a dia e em certos relacionamentos. Talvez isso seja a justificaiva de que a cada ano nos tornamos melhores e quanto mais experiente, melhor. Pois sabemos quem somos, o que vivemos e o que, principalmente, pensamos. Quanto mais pensamos mais crescemos. Meu desejo para o início do ano é que nunca, ninguém, perca a capacidade de pensar. Apenas aumente. Pensar internamente, cunjuntamente, com uma pitada externa, é para poucos. Temos que analisar o mundo mesmo que ele não nos aflija. Vamos crescer sobre o que não conhecemos, sobre o que não sabemos e sobre o que somos ou o que podemos ou um dia poderíamos ser. Usando a ideia em todas as formas conjugais possíveis. Portanto esse ano pretendo ser um ser melhor. Não pro mundo, mas pra mim. Mas sei que eu, e cada um de si, é um reflexo do mundo. Sejamos, portanto, o mundo. Por que não? Acho que poderíamos ser altruisticamente egoístas, ou ego

ARNALDO JABOR

- Brasileiro é um povo solidário. Mentira. Brasileiro é babaca.

Eleger para o cargo mais importante do Estado um sujeito que não tem escolaridade e preparo nem para ser gari, só porque tem uma história de vida sofrida;
Pagar 40% de sua renda em tributos e ainda dar esmola para pobre na rua ao invés de cobrar do governo uma solução para pobreza;

Aceitar que ONG's de direitos humanos fiquem dando pitaco na forma como tratamos nossa criminalidade. ..

Não protestar cada vez que o governo compra colchões para presidiários que queimaram os deles de propósito, não é coisa de gente solidária.
É coisa de gente otária.
- Brasileiro é um povo alegre. Mentira. Brasileiro é bobalhão.

Fazer piadinha com as imundices que acompanhamos todo dia é o mesmo que tomar bofetada na cara e dar risada.

Depois de um massacre que durou quatro dias em São Paulo, ouvir o José Simão fazer piadinha a respeito e achar graça, é o mesmo que contar piada no enterro do pai.

Brasileiro tem um sério problema.

Quando surge um escândalo, ao invés de protestar e tomar providências como cidadão, ri feito bobo.

- Brasileiro é um povo trabalhador. Mentira.

Brasileiro é vagabundo por excelência.

O brasileiro tenta se enganar, fingindo que os políticos que ocupam cargos públicos no país, surgiram de Marte e pousaram em seus cargos, quando na verdade, são oriundos do povo.

O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado ao ver um deputado receber 20 mil por mês, para trabalhar 3 dias e coçar o saco o resto da semana, também sente inveja e sabe lá no fundo que se estivesse no lugar dele faria o mesmo.

Um povo que se conforma em receber uma esmola do governo de 90 reais mensais para não fazer nada e não aproveita isso para alavancar sua vida (realidade da brutal maioria dos beneficiários do bolsa família) não pode ser adjetivado de outra coisa que não de vagabundo.
- Brasileiro é um povo honesto. Mentira.

Já foi; hoje é uma qualidade em baixa.

Se você oferecer 50 Euros a um policial europeu para ele não te autuar, provavelmente irá preso.

Não por medo de ser pego, mas porque ele sabe ser errado aceitar propinas.

O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado com o mensalão, pensa intimamente o que faria se arrumasse uma boquinha dessas, quando na realidade isso sequer deveria passar por sua cabeça.

- 90% de quem vive na favela é gente honesta e trabalhadora. Mentira..

Já foi.

Historicamente, as favelas se iniciaram nos morros cariocas quando os negros e mulatos retornando da

Guerra do Paraguai ali se instalaram.

Naquela época quem morava lá era gente honesta, que não tinha outra alternativa e não concordava com o crime.

Hoje a realidade é diferente.

Muito pai de família sonha que o filho seja aceito como 'aviãozinho' do tráfico para ganhar uma grana legal.

Se a maioria da favela fosse honesta, já teriam existido condições de se tocar os bandidos de lá para fora, porque podem matar 2 ou 3 mas não milhares de pessoas.

Além disso, cooperariam com a polícia na identificação de criminosos, inibindo-os de montar suas bases de operação nas favelas.

- O Brasil é um pais democrático.. Mentira.

Num país democrático a vontade da maioria é Lei.

A maioria do povo acha que bandido bom é bandido morto, mas sucumbe a uma minoria barulhenta que se apressa em dizer que um bandido que foi morto numa troca de tiros, foi executado friamente.

Num país onde todos têm direitos mas ninguém tem obrigações, não existe democracia e sim, anarquia.

Num país em que a maioria sucumbe bovinamente ante uma minoria barulhenta, não existe democracia, mas um simulacro hipócrita.

Se tirarmos o pano do politicamente correto, veremos que vivemos numa sociedade feudal: um rei que detém o poder central (presidente e suas MPs), seguido de duques, condes, arquiduques e senhores feudais (ministros, senadores, deputados, prefeitos, vereadores).

Todos sustentados pelo povo que paga tributos que têm como único fim, o pagamento dos privilégios do poder. E ainda somos obrigados a votar.
Democracia isso? Pense !

O famoso jeitinho brasileiro.

Na minha opinião, um dos maiores responsáveis pelo caos que se tornou a política brasileira.

Brasileiro se acha malandro, muito esperto.

Faz um 'gato' puxando a TV a cabo do vizinho e acha que está botando pra quebrar.

No outro dia o caixa da padaria erra no troco e devolve 6 reais a mais, caramba, silenciosamente ele sai de lá com a felicidade de ter ganhado na loto.... malandrões, esquecem que pagam a maior taxa de juros do planeta e o retorno é zero. Zero saúde, zero emprego, zero educação, mas e daí?

Afinal somos penta campeões do mundo né?? ?
Grande coisa...

O Brasil é o país do futuro. Caramba , meu avô dizia isso em 1950. Muitas vezes cheguei a imaginar em como seria a indignação e revolta dos meus avôs se ainda estivessem vivos.
Dessa vergonha eles se safaram...

Brasil, o país do futuro !?
Hoje o futuro chegou e tivemos uma das piores taxas de crescimento do mundo.

Deus é brasileiro.
Puxa, essa eu não vou nem comentar...

O que me deixa mais triste e inconformado é ver todos os dias nos jornais a manchete da vitória do governo mais sujo já visto em toda a história brasileira.
Para finalizar tiro minha conclusão:

O brasileiro merece! Como diz o ditado popular, é igual mulher de malandro, gosta de apanhar. Se você não é como o exemplo de brasileiro citado nesse e-mail, meus sentimentos amigo, continue fazendo sua parte, e que um dia pessoas de bem assumam o controle do país novamente.
Aí sim, teremos todas as chances de ser a maior potência do planeta.
Afinal aqui não tem terremoto, tsunami nem furacão.
Temos petróleo, álcool, bio-diesel, e sem dúvida nenhuma o mais importante: Água doce!

Só falta boa vontade, será que é tão difícil assim?




E a piada continua...

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Insônia.


Corpo presente, pensamento flutuante. A espera não esperada, Tanto passada dos limites, agora não mais faz sentido. O brilho no olhar naquela imagem é real. O sorriso foi sincero e o mais feliz deles. O temor de viver o mais puro dos sentimentos é mesclado com um leve toque de covardia. A razão se sobressai sem qualquer explicação. A fuga diante da oportunidade não se justifica. A mudança da situação não retira do interior o que somos e o que queremos. É possível driblar a situação, mas mentir para si é a pior das mentiras, aquela que jamais engana. Dormir é uma alternativa inválida, a pressão do subconsciente é evidente e questionável seria a necessidade de passar por algo tão desagradável quanto um sono que me traria verdades que não quero mais enxergar. A verdade de não aceitar que por vezes é possível perdermos para nós mesmos, perder sendo o melhor e fazendo a coisa Certa. Perder por ser, em todos os aspectos possíveis, diferente. A diferença que tanto já me protegeu, dessa vez me apunhá-la sem qualquer rancor. A diferença que me faz perceber que, eventualmente, não vai valer à pena. Lembrarei na próxima oportunidade de dar todo o meu pior, para assim ao menos, atribuir a responsabilidade sobre o que não sou, e não por ser. Hoje, só hoje, eu desisto de tudo e quero ver só a parte bonita. Hoje serei apenas aparência.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

AGRESSÃO À IGUAIS E A DESUMANIDADE

"Quando o homem aprender a respeitar até o menor ser da criação, seja animal ou vegetal, ninguém precisará ensiná-lo a amar seu semelhante."

Albert Schweitzer

Está se tornando comum a prática de homofobia em um dos bairros mais freqüentados por homossexuais na nossa capital, a Cidade Baixa. Freqüentemente casais são ofendidos e agredidos em pleno ar livre, com pessoas passando e, naturalmente assistindo. Os agressores acreditam ter razão e não são todas as pessoas que estão dispostas a evitar o abuso.

Em uma era em que o país luta pelo direito a todos, a livre liberdade de expressão, de manifestação, liberdade sexual, religiosa, isso ocorre diante de nossos olhos. É um grande retrocesso e praticamente ninguém está lutando contra o monstro que está se criando, crescendo, se alimentando e se multiplicando. A minoria que luta não é ouvida, é abafada. Essas agressões morais e físicas ocorrem a todo o momento. Do xingamento à agressão e, em casos mais graves e menos comuns em relação aos outros, pode ocorrer contra as mulheres o chamado estupro corretivo, cujos certos homens submetem lésbicas à conjunção carnal contra suas vontades, acreditando que podem “curá-las”. Parece justo? O que estamos fazendo na sociedade para evitar que isso se torne comum? A era se traduz em defendermos um direito e um respeito imaginário

Qual é o motivo da impunidade dos agressores? A homofobia pode ainda não ser crime tipificado no Brasil, mas injúria, difamação, lesão corporal todos estão previstos e com pena de detenção, sendo o estupro pena de reclusão. Os direitos dos homossexuais não atingem o direito dos heterossexuais, tampouco vice e versa. Nos resta deixar de ser homossexuais, heterossexuais, bissexuais e tornar-nos humanos. Não há notícias de agressões a homossexuais cujo agressores foram detidos, que foram julgados, que foram penalizados. E a ausência dessa notícia não é falha da mídia. Não é noticiado, pois não ocorre. Ninguém é responsabilizado. Respeitar os diferentes não implica em separar os iguais.

O amor verdadeiro é lindo, não é violento e ninguém pode ser penalizado por amar. Agredir um ser humano por sua opção sexual não é ser humano. Sabemos que atualmente contamos com 7 bilhões de pessoas em todo o mundo. Estamos esperando a notícia de com quantos humanos contamos.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

ESSE SER

O sorriso mente, o olhar entrega. Lutando contra um alguém interior que nunca havia se mostrado, não sei lidar com quem não conheço. O vejo quando não queria, o vejo quando ele não poderia aparecer, a briga poderia não ter limites, mas não preciso brigar. De certa forma creio que ele faz o que é certo. Mas quem crê isso de verdade? Ele ou eu? Quem sou eu, o lado que sempre foi ou será uma transformação constante que está mostrando quem estou me tornando? Não posso saber nunca, posso apenas atribuir ao segundo ser todas as responsabilidades pelo resto da minha vida, apenas pelo fato de primeiro ter conhecido o outro. Justo? Nunca disse isso.

(...)

Acreditei no sentimento, acreditei na intuição. Acreditei na possibilidade da concretitude por meses, até anos. Até ser me mostrado o que eu nunca quis ver, por todo esse período. Poderia estar escrito nos jornais, eu jamais poderia ver... cegueira... quem se importa? O que pensamos que é o certo sempre será até que nós mesmos nos mostramos o contrário. Infelizmente não me comprovei o contrário, apenas mostrei. Os passos lentos caminham e caminham, vagam para um além que está sendo disperso. Mas eu aguardo, eu tenho paciência. Espero até que ele me mostre antes que eu descubra, porque quando eu descobrir por conta própria pode ser tarde demais.

As lembranças boas apagam as ruins e as fazem inexistir. Mas não é justo com o interior predominante.. predominante?.... O racional não efetuou um pacto com o emocional e o físico é o é atingido. As lembranças vem à tona e nada pode impedi-las de acabar com todo um pensamento negativo pré existente. Os toques específicos me remetem à muitos outros, o cansaço, o único, os detalhes, as brigas, o poder, o diferente e o semelhante se conflituam e confundem o ser principal. Chega! A mutação de pessoas e sentimentos deve se extinguir juntamente com o novo ser pensante interior que insiste em opinar convincentemente.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

OFERTAS DO DESTINO

A vida não facilita, o destino não ajuda. Por todos os percursos há empecilhos, são os "poréns", os "mas", os "entretanto" no caminho. É uma feira de opções, onde cada escolha tem sua vantagem, mas também tem seu preço. Algumas logo identificamos como muito elevado o preço pela qualidade do produto. Mas não tem jeito, na feira do destino não podemos escolher mais de um item por vez, sem possibilidade de trocas ou devoluções, portanto a escolha deve ser muito bem pensada.

Após a escolha, acertada ou não, tudo que resta é olhar para trás, lamentar-se ou orgulhar-se da oferta escolhida. Há também os mais sábios, aqueles que, sem se prender, aprendem com as decisões anteriores, para aprimorar a técnica da escolha, facilitando assim seu futuro.

Porém, nem sempre a experiência facilita nas decisões posteriores, a experiência não diminui a dúvida dos mais indecisos, dos mais receosos. Cada possibilidade gera uma imaginação sobre o futuro, essa imaginação, por sua vez, gera uma esperança que faz com que fiquemos brevemente incapazes de perceber o real valor a ser pago. Eis o problema: a esperança sempre surge, independente do quanto o indivíduo extraiu das outras experiências, o que muda é a intensidade dessa esperança, mas por mais que em pequena quantidade, ela estará lá sempre presente.

Deste modo, a tendência é repetimos o mesmo repertório dos atos, sem importar quais foram as escolhas. A vida não dá uma segunda chance e dificilmente será possível escolher entre aquelas mesmas opções novamente. Resta apenas refletir, analisar, escolher e, inevitavelmente, arriscar.

domingo, 19 de junho de 2011

O VENDEDOR DE SONHOS

"Qual é o espaço mais sóbrio do grande manicômio social? Serão os fóruns? Ou as redações dos jornais? Ou a tribuna dos políticos?

São os velórios. São eles os espaços mais lúdicos da sociedade. Neles nos desarmamos, nos despimos das vaidades, retiramos a maquiagem. Nesse espaço Somos o que somos. Se assim não for, seremos mais doentes do que imaginávamos. Para uma minoria, composta dos íntimos, velório é uma fonte de desespero. Para uma maioria, composta dos mais distantes, uma reflexão. Para ambos, a verdade é crua: tombamos no silêncio de um túmulo não como doutores, intelectuais, líderes políticos, celebridades, mas como frágeis mortais."
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NOTA NEM TÃO MENTAL ASSIM

Quando eu estava no ensino fundamental, meu medo era entrar no ensino médio e enfrentar uma nova situação. Passei por isso e muito bem. Depois tive medo de tirar a carteira de motorista, medo de entrar na faculdade, de namorar, de ficar sozinha - e todas as vezes eu tinha certeza que nunca conseguiria fazer bem, fazer de forma certa e que fracassaria - e eu consegui.

Hoje tenho medo de me formar, de virar gente, de assumir um adulto, de perder pessoas pra sempre, de ser abandonada, enfim. Creio que a insegurança não me deixa aprender e ver que eu já passei por isso antes, uma, duas, muitas vezes - e sempre me sai bem.

Penso que nunca vou esquecer aquela ou aquelas pessoas, e de novo não consigo sentir que já passei por isso antes também, já esqueci muitas pessoas e uma hora eu sei que não vou nem lembrar da existência e me dar conta que tem pessoas que me tiram muito mais do que me acrescentam. De forma geral tenho que rever os meus erros, colocar pessoas na balança, baixar a cabeça e trabalhar, estudar e fazer a minha pra mim mesma. É muito difícil ainda aceitar que tem pessoas e coisas que eu gosto que não valem a pena. E são muitas.

Fico feliz de voltar a ter vontade de escrever.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

NOVA ETAPA

O ano começa estranho, os arrependimentos se foram
A situação interna se acalma
Os sentimentos se revezam todo o tempo
Sinto a libertação de uma má fase de instabilidade emocional
Ressurge a renovação de espírito.
A dor em diversos campos servem para aprender,
aprender o que e quem vale a preocupação.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Quem Sabe um Dia

Quem Sabe um Dia
Quem sabe um dia
Quem sabe um seremos
Quem sabe um viveremos
Quem sabe um morreremos!

Quem é que
Quem é macho
Quem é fêmea
Quem é humano, apenas!

Sabe amar
Sabe de mim e de si
Sabe de nós
Sabe ser um!

Um dia
Um mês
Um ano
Um(a) vida!

Sentir primeiro, pensar depois
Perdoar primeiro, julgar depois
Amar primeiro, educar depois
Esquecer primeiro, aprender depois

Libertar primeiro, ensinar depois
Alimentar primeiro, cantar depois

Possuir primeiro, contemplar depois
Agir primeiro, julgar depois

Navegar primeiro, aportar depois
Viver primeiro, morrer depois

Mário Quintana

sábado, 25 de dezembro de 2010

Último de 2010.

Se cada década tivesse um ano de "inferno astral", esse sem dúvidas seria o meu ano mais infernal. 2010 foi um ano muito mais a ser esquecido do que ser lembrado. As decepções, as mentiras, as traições, os desgostos, as falsidades, tudo que ninguém quer foi maior do que nos anos anteriores, fazendo com que os momentos bons nem sejam lembrados, o que geralmente deveria ser o contrário. Minha receptividade esteve aflorada, com isso não pude aproveitar sinceramente momentos e situações que tinham tudo para ser perfeitos. As situações por vezes eram, mas a quantidade de energia negativa que eu recebia a todo o tempo somado com a minha cabeça que pensa demais no que não deveria, não me deixou aproveitar. Que pena!

Estive mais aberta e fechada ao mesmo tempo. Aberta no que jamais poderia e fechada ao que não deveria. Erro! Burrice! Me custou demais. Me importei, chorei, ri, conversei, briguei, senti, me decepcionei, tudo sozinha. Mas pra tudo tem um culpado e dessa vez não passou de ninguém além de mim. A culpa é minha por me importar demais com coisas quando ninguém mais o faz. Pensei quando não queria, lembrei quando não deveria, recordei datas, momentos, situações, imaginei, vivi, acordei, perdi, ganhei... talvez tudo dentro da normalidade, mas a única palavra que vem na minha cabeça quando penso em 2010 é decepção.

Tive muito mais decepções este ano do que qualquer outro antônimo possível. Me decepcionei com muitas pessoas que eu não esperava jamais, me decepcionei até comigo mesma, o que é sempre pior. Mas volta a culpa: ninguém mandou eu me importar, eu esperar que lembrassem, que se importassem, que mantivessem suas palavras, que continuasse como sempre deveria ter sido. Mas não pára...

2011 não vai mudar as pessoas, não vai mudar o que passou ou me mudar. Mas vai ser um prazo fatal para mim mesma. Esse ano foi assim em função de como eu pensei e agi, se eu não quiser que tudo se repita, minha cabeça tem que voltar a ser como era. Não é almejar demais, afinal 2010 foi exceção e não regra. Agora chega, é por a cabeça no lugar e não esperar mais de ninguém que eu não conheça completamente, talvez nem muito de mim. Lembrarei com carinho dos meus pensamentos de amor, amizade, paixão e compreensão.

Tchau 2010. Não sentirei tua falta.

OS BONS MOMENTOS GUARDAREI EM UMA CAIXINHA, OS MAUS MOMENTOS QUEIMAREI EM UM CONTAINER.

sábado, 27 de novembro de 2010

NÃO SEI QUANTAS ALMAS TENHO

Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não atem calma.

Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,

Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.

Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo: “Fui eu?”
Deus sabe, porque o escreveu

(Fernando Pessoa)

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

RIO EM GUERRA


É muito triste para todos os brasileiros uma guerra em uma cidade tão maravilhosa como o Rio de Janeiro. Esse triste evento não é conseqüência de fatos/atos recentes, é conseqüência de péssimas escolhas e certas parcerias ao longo dos anos.

Uma semente é plantada, a árvore crescerá, se ninguém podá-la continuará a crescer conforme o tempo até um dia que qualquer vento, qualquer acaso, fará ela começar a cair e destruir o que tem embaixo e/ou por perto. É o que está acontecendo.

"Começando pelo começo", via de regra, todos nascem iguais, porém infelizmente nem todos tem as mesmas oportunidades na vida. Por aí começamos a montar seres humanos distintos, com ideias pensamentos de vida, princípios e morais diferentes. O marginal não nasceu assim (contrariando Lombroso), ele se tornou o que é conforme suas necessidades, oportunidades e realidades.

Depois que eles estão "formados", o Rio, o governo, o Estado, os responsáveis em geral não tiveram disposição o suficiente para tentar controlar a situação, eles não podaram quando estava crescendo a árvore, e assim ao longo dos anos o problema estava começando a se formar perfeitamente. É muito mais fácil ver o que acontece do que prever futuros estragos e tentar evitá-los, claro, é mais barato e traz menos transtornos (a curto prazo).

Ao ver que a situação era complicada, a solução mais razoável (novamente) era a "negociação". Nunca soube que o Diabo fez acordos com Deus, não no meu mundo. Em eventos mundiais relevantes na cidade é possível ver isso, tem menos assaltos, menos homicídios a extrangeiros, turistas, comparado ao que realmente deveria ter, em prol da cidade. Por que? Porque os bandidos resolveram poupar o pessoal de fora ou porque eles receberam uma boa proposta para isso? A resposta me parece ridícula.

Conforme se vai alimentando a situação, com certeza chega a hora que ela fica incontrolável. Tem que se fazer algo, o fácil já não é o suficiente e as opções não são mais vantajosas. "Teremos que dar a cara a tapa". Em função da objetividade de antes e da falta de preparação quem acaba sofrendo são os que jamais negociaram com nada, que não sabiam o que acontecia por trás dos bastidores, o povo, o inocente, a criança, o pai, a mãe, o trabalhador, aquele que não tem um carro blindado e nem a proteção de ninguém, inclusive a proteção de muitos moradores de favela não é o Estado, mas sim o traficante, o bandido. Quem protege os militares que não entraram em acordo algum? E a família deles? Ninguém protege mais ninguém. Cada um por si... em favor do todo (agora? irônico, não?).

E agora? Não sei qual o desfecho. Pessoas mortas, trinta veículos queimados em um dia, setenta e dois em quatro dias. Pessoas em pânico, crianças apavoradas, medo nas ruas. E a culpa? É de quem?


'Não é lamentável que só possamos obter a paz preparando-nos para a guerra?' John Kennedy

COVARDIA

Ter medo e não agir como se deveria pode ser a pior coisa que tem. É vergonhoso, não se tem orgulho, não se tem nada. Covardia é uma omissão desprezível e ao mesmo tempo protetora, depende a quem atinge... ou deixa de atingir.

A minha covardia é relativa a mim mesmo, deve ser a pior das espécies. Eu fujo dos meus pensamentos, da minha personalidade, das minhas vontades, dos meus desejos... fujo de mim! Não atinge à mais ninguém, muito pelo contrário. Quando eu lido com os outros não tenho medo, não tenho fraquezas, tomaria um tiro por qualquer pessoa, enfrentaria um ladrão, qualquer um. Talvez não ajudasse o necessário, mas jamais fugiria de uma luta, que não fosse contra mim mesma.

Isso não foi, não é e nunca será um motivo de orgulho. É realmente vergonhoso e desprezível. Mas as incertezas que a vida oferece são tantas, os caminhos são tão distintos, as pessoas são desconhecidas, os fatos são novo, é sempre como caminhar num labirinto no escuro e não saber onde se pode dar. Só poderá saber quando já estiver lá. E se não for o que eu queria? E se peguei a estrada errada?

Me conformo de certa forma de não atingir terceiros e a covardia ser algo pessoal. Não suportaria saber que a minha fraqueza maior é incontrolável e interfere na vida alheia. Acho que ninguém poderia ficar tranqüilo sabendo algo assim, ao menos não é do meu caráter. Posso envergonhar-me de mim mesmo, mas ninguém mais pode ter esse sentimento em relação a mim pelo mesmo motivo.

"Covarde é aquele que não abre novos caminhos na vida, nem emprega as suas forças para enfrentar os obstáculos."

(pensado dia 25/11/2011)

terça-feira, 23 de novembro de 2010

CICLOS

É impressionante como a vida pode jogar com as pessoas. Quando realmente as janelas se fecham, surge uma chave pra poder abrir a nova porta... achamos que tudo já foi feito, não há esperanças para algo melhor e diferente e pode-se prever tudo que viria, aí vem a surpresa! Ninguém pode prever tudo e o imprevisível pode surgir a qualquer momento, de qualquer modo, de qualquer pessoa.

Costumo sempre pensar que é perigoso desejar - cuidar com o que deseja - que talvez isso possa tornar-se possível, e cada vez mais comprovo essa teoria. Mesmo com a incerteza da mudança já muda as perspectivas e todo as outras impressões interiores.

O ciclo vem o latim kúklus, uma forma redonda, e assim são as etapas da nossa vida divididas em ciclos, e como toda roda, ela tem uma limitação, ela acaba e começa - não se sabe onde - mas ela tem um fim, não é infinita. E quando já percorremos todos os caminhos já não se tem mais pra onde ir, e então surge uma "nova roda" para seguirmos por ela. Fantástico!

E pra onde foi o medo? O medo de saltar de uma para outra? Por vezes ele simplesmente desaparece, a repetição traz o cansaço e essa falta de estimulo estimula (irônico não?!) para uma nova situação fazendo com que o medo evapore. Mesmo o medo sendo um sentimento de proteção quanto ao novo, o novo é capaz de superá-lo e trazer novos sentimentos mais positivos.
Como pode uma simples expectativa causar tantos efeitos? E a realização causaria mais?

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

ESCREVER

Momento opinião...

Escrever é uma arte, um passatempo, uma forma de estudo ou uma terapia. Autores colocam no papel seus pensamentos, seus personagens fictícios, personagens esses que muitas vezes existem dentro de cada um deles, alguém que gostaria de ser, alguém que já foi um dia, algum tipo de personalidade oculta talvez.

A escrita não faz nada além do que bem, pra quem escreve principalmente. Mas pode ser uma poderosa arma usada para o mal, um texto bem escrito pode ser uma forma de manipulação, pode levar milhões de pessoas a acreditarem em algo que não existe, só pelo dom do escritor.

O papel é o terapeuta, o psicólogo que não te julga, que não opina, que não te cobra; só te olha, só espera a próxima palavra, a próxima frase. No papel que são escritas aquelas frases que ninguém pode ler, aquela raiva que ninguém pode saber, aquele amor que ninguém pode imaginar. É uma terapia que qualquer um pode praticar, desenvolver, o jogo que pode ser usado com as palavras é lindo.

Eu diria que, se bem usado, o papel pode ser o melhor amigo de uma pessoa. Escrever é uma forma de liberdade.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

NO TITLE

Os lábios que me chamam,
que me visam,
que me molham

O áspero que, com o atrito,
torna-se liso, limpo, perfeito.

Mas tua foto já não me encara mais.
Já posso por meu casaco.

Dormir abraçada no travesseiro
apenas sentindo seu cheio
que insiste em ficar.

Teu perfume exala, sempre que tento esquecer,
Da maldita vez que me perdi de você.

Para você só sobraram meus pesadelos,
Meu sonhos já superaram.
Agora é a hora... já posso por meu casaco.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Momentos.

Se é inevitável ou se não quero evitar do jeito que se deve ser... o que fazer? Aproveitar cada sentimento diferente que pode surgir a cada hora, a cada turno, a cada dia. Se eu não me importo tanto assim é porque não é importante. Sentimentos ruins podem ser bons eventualmente e os bons então são considerados bônus. O bom de agora pode ser o péssimo de amanhã de manhã, but who cares? I don't care! É... triste é quem não sente. Explosões de sentimentos opostos não me parecem tão ruins assim...

"So raise your glass if you are wrong..."

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

A CAIXA.

Preciso destravar, preciso falar, preciso escrever, preciso mandar um e-mail, preciso mandar mensagens, scraps, seja o que for. Eu preciso tirar coisas de mim e exteriorizar. Preciso abrir a caixa, limpar ela, inserir novas coisas. Mas eu não consigo, continuam aquelas mesmas lembranças, objetos, figuras, cheiros, gostos na caixa e me livrar do conteúdo é impossível. Perfeito seria pedir a alguém para colocar fogo. Simples! Porém, infelizmente, é impossível queimar algo que não tem matéria.

Desde a abertura do blog eu postei pelo menos uma vez por mês. Para a minha surpresa, hoje reentrando aqui, eu só não postei no meu mês setembro. Admito que fiquei chateada, queria que tivesse algum registro desse mês que apesar do inferno astral sempre presente nele, é o meu preferido (talvez não apesar de, mas sim em função de...).

Curiosamente foi um mês que eu escrevi bastante, pensamentos mais minhas, no meu super-blog-de-papel, meu querido caderno.