"Quando o homem aprender a respeitar até o menor ser da criação, seja animal ou vegetal, ninguém precisará ensiná-lo a amar seu semelhante."
Albert Schweitzer
Em uma era em que o país luta pelo direito a todos, a livre liberdade de expressão, de manifestação, liberdade sexual, religiosa, isso ocorre diante de nossos olhos. É um grande retrocesso e praticamente ninguém está lutando contra o monstro que está se criando, crescendo, se alimentando e se multiplicando. A minoria que luta não é ouvida, é abafada. Essas agressões morais e físicas ocorrem a todo o momento. Do xingamento à agressão e, em casos mais graves e menos comuns em relação aos outros, pode ocorrer contra as mulheres o chamado estupro corretivo, cujos certos homens submetem lésbicas à conjunção carnal contra suas vontades, acreditando que podem “curá-las”. Parece justo? O que estamos fazendo na sociedade para evitar que isso se torne comum? A era se traduz em defendermos um direito e um respeito imaginário
Qual é o motivo da impunidade dos agressores? A homofobia pode ainda não ser crime tipificado no Brasil, mas injúria, difamação, lesão corporal todos estão previstos e com pena de detenção, sendo o estupro pena de reclusão. Os direitos dos homossexuais não atingem o direito dos heterossexuais, tampouco vice e versa. Nos resta deixar de ser homossexuais, heterossexuais, bissexuais e tornar-nos humanos. Não há notícias de agressões a homossexuais cujo agressores foram detidos, que foram julgados, que foram penalizados. E a ausência dessa notícia não é falha da mídia. Não é noticiado, pois não ocorre. Ninguém é responsabilizado. Respeitar os diferentes não implica em separar os iguais.
O amor verdadeiro é lindo, não é violento e ninguém pode ser penalizado por amar. Agredir um ser humano por sua opção sexual não é ser humano. Sabemos que atualmente contamos com 7 bilhões de pessoas em todo o mundo. Estamos esperando a notícia de com quantos humanos contamos.