Ter medo e não agir como se deveria pode ser a pior coisa que tem. É vergonhoso, não se tem orgulho, não se tem nada. Covardia é uma omissão desprezível e ao mesmo tempo protetora, depende a quem atinge... ou deixa de atingir.
A minha covardia é relativa a mim mesmo, deve ser a pior das espécies. Eu fujo dos meus pensamentos, da minha personalidade, das minhas vontades, dos meus desejos... fujo de mim! Não atinge à mais ninguém, muito pelo contrário. Quando eu lido com os outros não tenho medo, não tenho fraquezas, tomaria um tiro por qualquer pessoa, enfrentaria um ladrão, qualquer um. Talvez não ajudasse o necessário, mas jamais fugiria de uma luta, que não fosse contra mim mesma.
Isso não foi, não é e nunca será um motivo de orgulho. É realmente vergonhoso e desprezível. Mas as incertezas que a vida oferece são tantas, os caminhos são tão distintos, as pessoas são desconhecidas, os fatos são novo, é sempre como caminhar num labirinto no escuro e não saber onde se pode dar. Só poderá saber quando já estiver lá. E se não for o que eu queria? E se peguei a estrada errada?
Me conformo de certa forma de não atingir terceiros e a covardia ser algo pessoal. Não suportaria saber que a minha fraqueza maior é incontrolável e interfere na vida alheia. Acho que ninguém poderia ficar tranqüilo sabendo algo assim, ao menos não é do meu caráter. Posso envergonhar-me de mim mesmo, mas ninguém mais pode ter esse sentimento em relação a mim pelo mesmo motivo.
"Covarde é aquele que não abre novos caminhos na vida, nem emprega as suas forças para enfrentar os obstáculos."
(pensado dia 25/11/2011)
(pensado dia 25/11/2011)